Sexta-feira, Julho 31, 2026
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Ação do Bope termina com homem morto e criança resgatada ilesa em Pedro Leopoldo

Uma intervenção do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) resultou na morte de Gilmar Barreto Borges, de 52 anos, após o homem agredir a ex-companheira, disparar contra ela e fazer o próprio filho, de 1 ano e 11 meses, como refém. O caso ocorreu no bairro Santo Antônio da Barra, em Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após vizinhos acionarem a Polícia Militar ao ouvirem os primeiros tiros.

A vítima, Rita Gabriele da Silva Assed, de 30 anos, conseguiu escapar da residência e buscar abrigo junto às equipes policiais depois de ser atingida por dois disparos rasantes e sofrer agressões físicas. O agressor permaneceu trancado na propriedade com o bebê sob a ameaça constante de tirar a vida da criança e cometer suicídio. Diante do insucesso das tentativas de rendição negociada, os militares efetuaram a ação tática para salvaguardar o menor, que saiu ileso e recebeu atendimento médico.

Abalada com o desfecho da ocorrência, a mãe declarou à reportagem o impacto emocional do episódio. “Está sendo um baque. A ficha ainda não caiu.” Segundo ela, a principal preocupação é a recuperação do filho. “A minha alegria é que meu filho está bem. Graças a Deus.”

Ao detalhar o início das agressões, Rita explicou a dinâmica da abordagem inicial promovida pelo ex-companheiro. “Ele chegou aqui embriagado. Bateu no portão e já chegou me agredindo, puxando para fora. Depois, ele tirou a arma”, contou.

Na sequência dos fatos, a mulher relembrou o momento crítico em que o filho menor acabou retido pelo pai antes da fuga para o interior do imóvel. “Eu peguei o pequeno e saí com ele. Aí ele puxou o pequenininho do meu colo e saiu com ele para dentro”, relembrou ela sobre o momento em que teve o filho na mira da arma usada pelo pai. “Ele falava que ia matar a criança e ia se matar também.”

Sobre o histórico do relacionamento de cinco anos, a vítima pontuou que os episódios de violência se intensificaram recentemente, motivados pelo consumo de álcool. “Ele não era desse tipo de pessoa. Sempre foi uma pessoa trabalhadora, honesta, uma boa pessoa. Foi de uns meses para cá que ele começou a ficar assim.”

A Corregedoria da Polícia Militar acompanha os procedimentos relativos à atuação da corporação, enquanto a Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do fato.

* Com G1/Itatiaia.

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