Sexta-feira, Março 6, 2026
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Polícia civil mira esquema de clonagem de veículos em Montes Claros

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quarta-feira (10/12), em Montes Claros, Norte de Minas, a operação Falso Fênix, com o objetivo de desarticular um esquema de clonagem e adulteração de veículos. A ação resultou na apreensão de documentos e de um automóvel irregular, além do bloqueio judicial de valores.
De acordo com as apurações, uma caminhonete foi incendiada em 19 de março deste ano e, após o crime, outro veículo da mesma marca e modelo — furtado em Belo Horizonte em 29 de maio — passou a circular como se fosse o original. O automóvel clonado apresentava chassi remarcado, supressão de etiquetas identificadoras, QR Code de placa inválido e divergência significativa de quilometragem.
O veículo adulterado foi apreendido em 24 de junho pela PCMG, ocasião em que um investigado foi preso. As investigações também identificaram o pagamento de R$ 45 mil, por meio de transferências via Pix, para viabilizar a fraude.
No curso da operação, foram cumpridas medidas cautelares destinadas à preservação de provas e à interrupção da atividade criminosa, como bloqueio de valores, indisponibilidade de bens, quebras de sigilo telefônico e telemático e coleta de dados em plataformas digitais e serviços financeiros.
O delegado Cézar Salgueiro, responsável pela investigação, destacou os resultados alcançados com a ação policial. “Conseguimos apreender um veículo de luxo com claros sinais de adulteração em uma oficina, além de diversos dispositivos eletrônicos e documentos relacionados às fraudes”, enumerou. “Também representamos pelo bloqueio judicial de R$ 45 mil, valor utilizado para viabilizar o esquema criminoso. Essas medidas são fundamentais para interromper a atividade ilícita e garantir a responsabilização dos envolvidos”, completou.
O delegado reforça que fraudes veiculares alimentam outros crimes graves, como receptação, estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, motivo pelo qual são tratadas com prioridade nas ações de repressão qualificada.
As investigações seguem sob sigilo até a completa elucidação dos fatos. A operação contou com apoio de vistoriadores da PCMG.
Falso Fênix
O nome da operação faz referência à dinâmica criminosa identificada: um veículo incendiado criminosamente em março de 2025 teria “ressurgido” dias depois, substituído por outro automóvel furtado e clonado, colocado em circulação com sinais identificadores adulterados, simulando falsa recuperação do bem original.
Fonte: Ascom-PCMG
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