Quinta-feira, Julho 23, 2026
InícioITABIRAPOLÍTICA - Juber Madeira garante que há recursos e acusa professor de...

POLÍTICA – Juber Madeira garante que há recursos e acusa professor de mentir sobre obras da Escola do Barreiro

As discussões sobre a demora na conclusão das obras da Escola Municipal Antônio Camilo Alvim, no bairro Barreiro, voltaram a dominar a reunião de comissões da Câmara Municipal de Itabira, nesta terça-feira (21). Após críticas do professor Giovanni Magno Lopes, que afirmou que a Prefeitura não teria mais saldo contratual para concluir a reforma da unidade, o subsecretário de Governo, Juber Madeira, subiu o tom, garantiu que há recursos reservados para a finalização da obra e classificou as declarações como “mentiras” e “narrativas” contra a administração municipal.

Em sua manifestação, professor Giovanni Magno havia questionado o encerramento do contrato com a empresa Ultra Engenharia, afirmando que a Prefeitura estaria anunciando a convocação da empresa substituta sem haver recursos suficientes para finalizar a obra. “Como vão terminar a obra se não tem saldo de contrato? A pergunta que eu quero fazer para vocês é essa. É mais uma mentira. Isso arrasta por três anos”, disse. O professor também acusou as secretarias de Educação e de Obras de apresentarem diferentes justificativas para o atraso da reforma e pediu maior fiscalização por parte dos vereadores.

Como resposta, já no encerramento da reunião, Juber Madeira classificou as declarações do professor como falsas. “A reunião das comissões infelizmente tem se tornado nos últimos tempos palco para narrativas mentirosas contra o governo Marco Antônio Lage. Hoje, aqui, um grande exemplo. Falaram mentira e foram embora”, declarou.

Na sequência, Juber contestou diretamente a principal crítica apresentada pelo professor. Segundo ele, o contrato da obra ainda possui R$ 2,143 milhões de saldo, além de aproximadamente R$ 3,2 milhões em recursos disponíveis para garantir a conclusão da reforma. O subsecretário também garantiu que a empresa Ápice deve iniciar os trabalhos na próxima semana, mantendo a previsão de entrega da escola em até nove meses – prazo que já havia sido divulgado na semana passada, durante a prestação de contas da secretária municipal de Educação, Rejane Penna Rodrigues.

Além de Giovanni Magno, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), Grazi Cachapuz, havia reforçado as críticas à gestão municipal, dizendo que a situação da escola – inicialmente tratada como temporária – já se estende há mais de um ano. Ainda segundo a líder sindical, professores precisam arcar com custos extras de deslocamento para lecionar na unidade escolar substituta, no bairro Candidópolis.

“Hoje os professores precisam se deslocar 20 quilômetros, porque é 10 para ir e 10 para voltar, e o custo desse trajeto fica por conta desses professores e nenhuma resposta em relação a isso a Secretaria de Educação nos dá”.

Momentos depois, o vereador Júlio César de Araújo Contador (Progressistas) respondeu aos questionamentos de Giovanni e Grazi. Segundo ele, após buscar informações junto ao secretário municipal de Obras, Anderson Alves, foi informado de que o contrato com a Ultra Engenharia foi encerrado em razão de problemas enfrentados pela empresa, como dificuldades para manter mão de obra e atrasos na execução de diferentes contratos com o município.

De acordo com o parlamentar, a Ápice, empresa apta a assumir a construção, já iniciou a preparação do canteiro de obras e a expectativa da Prefeitura agora é concluir os trabalhos em um prazo de cinco a nove meses, permitindo que os alunos retornem à sede da escola no bairro Barreiro no início do próximo ano letivo.

No fim da sua fala, Juber Madeira também criticou o espaço das reuniões de comissões da Câmara, afirmando que elas estariam sendo utilizadas para atacar a administração municipal em um ano eleitoral. O subsecretário ainda pediu que representantes do governo tenham mais oportunidade para apresentar esclarecimentos durante as reuniões sempre que houver críticas direcionadas ao Executivo.

“A reunião das comissões tem se tornado, sim, palco para narrativas mentirosas em um ano de eleições, contrariando todas as verdades que são prestadas em conta pelos nossos secretários”.

ARTIGOS RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

MAIS POPULARES