Um homem de 24 anos foi condenado a 20 anos e sete meses de prisão pelo assassinato de Otávio Augusto, de 20, morto após defender os pais durante uma agressão em Raposos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O julgamento ocorreu na quarta-feira (15) e terminou com a condenação do réu também por lesão corporal, constrangimento ilegal e vias de fato.
O Tribunal do Júri reconheceu que o homicídio foi cometido por motivo torpe e com um recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado, mas a sentença ainda pode ser contestada por meio de recurso.
O crime aconteceu na madrugada de 8 de dezembro de 2024, depois de uma cavalgada realizada na cidade. Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, a mãe de Otávio voltava do evento quando viu o réu agredindo a própria companheira e tentou intervir.
Ela também foi atacada. O marido tentou defendê-la, mas acabou agredido e perdeu a consciência na rua. Ao perceber o que acontecia, Otávio reagiu para proteger os pais e entrou em confronto com o agressor. A família deixou o local depois da confusão.
Ainda conforme a acusação, o réu e outro homem saíram de motocicleta, armados com um revólver, à procura do jovem. Durante as buscas, abordaram um casal e mostraram uma fotografia da vítima. Como os dois não souberam indicar onde Otávio estava, o homem foi agredido com a arma e a mulher foi ameaçada.
Otávio foi localizado pouco depois em um beco. De acordo com o Ministério Público, o réu efetuou os disparos e o jovem morreu no local. Os jurados acolheram a versão apresentada pela acusação e reconheceram que a vítima foi surpreendida sem possibilidade de defesa.
Na época do crime, a mãe de Otávio, Débora da Conceição, contou que ele era seu único filho e relatou sentir culpa por ter tentado impedir a agressão que deu início à sequência de acontecimentos.

