A diarista suspeita de matar um casal de idosos retornou à penitenciária José Abranches Gonçalves, em Ribeirão das Neves, na Grande BH, após prestar novo depoimento que durou mais de duas horas na Delegacia Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), em BH, na noite desta quarta-feira (8).
Assim como aconteceu durante a tarde – quando a mulher foi ao prédio onde ocorreu o assassinato para a reconstituição do crime – ela teve dificuldades em narrar os fatos, segundo o advogado de defesa da suspeita, Bruno Correa Lemos.
“Os esquecimentos da primeira oportunidade se mantiveram nessa segunda oportunidade. Ela foi colaborativa, dentro da capacidade dela. O que ela lembrou, ela disse. O que ela não lembrou, ela não disse”, destacou.
O profissional acredita que o fato reforça a tese que ele já havia apresentado que a suspeita possui “sérios problemas relacionados à saúde mental”, que poderá ser comprovado durante o processo penal.
Duplo homicídio na região Centro-Sul de BH
A diarista de 30 anos foi presa na madrugada de 2 de julho, em um hotel em Itabira, na região Central de Minas. No ato, ela confessou ter assassinado o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos.
Antes de esfaqueá-los, a mulher teria colocado quatro comprimidos em um suco preparado para os idosos para dopá-los, conforme relatou o delegado Gustavo Barletta. “Ela administrou no suco sem que eles percebessem. Infelizmente, tomaram e, depois de 30 a 40 minutos, eles começaram a ficar sonolentos”, relatou o investigador.
Segundo Barletta, logo após o casal adormecer a suspeita teria iniciado os ataques com faca. Ela ainda teria dito à polícia que passou a desferir vários golpes porque tinha medo de que as vítimas acordassem. A faca do suposto crime foi encontrada com vestígios de sangue na casa dos idosos.
As investigações indicam que o crime ocorreu na tarde de 29 de junho.
*Por Portal Hoje em Dia

