Os dois irmãos, de 18 e 21 anos, suspeitos de matarem o pai sufocado na última sexta-feira (7), no bairro Capitão Eduardo, na região Nordeste de Belo Horizonte, vão responder ao processo em liberdade. A informação foi confirmada pela advogada que representa os jovens.
A Polícia Civil optou por não ratificar a prisão em flagrante após análise preliminar das circunstâncias do fato.
“Após a análise das circunstâncias apresentadas, a autoridade policial decidiu pela não ratificação da prisão em flagrante, os jovens permanecem à disposição das autoridades”, informou a advogada Lorena Chagas.
Segundo ela, os irmãos agiram para conter uma agressão e proteger a família. “O objetivo naquele momento, segundo a versão apresentada, era conter uma situação de conflito e proteger a família. Hoje eles estão emocionalmente abalados diante de um desfecho que, evidentemente, não era o que esperavam, nem o que desejavam”, declarou a defensora.
Lorena destacou ainda a conduta dos clientes e a ausência de intenção de causar o óbito do pai, de 43 anos. “Nenhum dos dois tem antecedentes criminais, são humildes, apesar de serem jovens, ambos trabalham. É uma tragédia familiar, em nenhum momento eles tinham a intenção de matar o pai, queriam separar a briga, evitar que a mãe fosse agredida. Chamaram a Polícia Militar, chamaram o Samu”, afirmou a advogada em entrevista para a TV Record.
Histórico de agressões
O caso ocorreu na madrugada de sábado (8). De acordo com os registros policiais, a vítima chegou à residência da família com comportamento alterado e iniciou ameaças e agressões contra a companheira. Para se proteger, a mulher se trancou em um dos quartos do imóvel, enquanto os filhos intervieram na tentativa de contê-lo.
Durante a briga, o homem teria entrado em luta corporal com o filho de 18 anos. Ao tentar intervir, o filho mais velho, de 21 anos, aplicou um golpe conhecido como mata-leão no pai. Após a vítima perder os movimentos, os jovens amarraram os braços do homem com uma corda alegando receio de que ele reagisse e retomasse as agressões.
Os depoimentos prestados à Polícia Militar apontam que a vítima mantinha um histórico de episódios agressivos e conflitos recorrentes contra os familiares. O Samu compareceu ao local e atestou o óbito, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) pela perícia da Polícia Civil.
*Por Portal Hoje em Dia

