A investigação envolvendo o assassinato do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e de sua esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, terá um novo desdobramento nesta quarta-feira (8), quando policiais retornarão ao apartamento do casal, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, para realizar a reconstituição do crime.
A ação contará com a presença da diarista de 30 anos, principal suspeita do duplo latrocínio, que retorna ao local pela primeira vez desde que foi presa. A definição pela reprodução simulada dos fatos ocorreu após desdobramentos importantes na perícia técnica.
Na noite de segunda-feira (6), os investigadores aplicaram luminol no imóvel — substância química que revela vestígios de sangue invisíveis a olho nu, mesmo após tentativas de limpeza. O procedimento permitiu a localização da faca utilizada nas agressões. O objeto foi recolhido e encaminhado para exames de DNA.
Henrique Maciel, sobrinho das vítimas, acredita que a realização da reconstituição não deixará dúvidas sobre o que aconteceu dentro do apartamento dos tios.
“É extremamente necessário para as investigações e elucidação do crime. O que aconteceu foi uma covardia muito brutal, uma cena de terror, de filme de terror. E esperamos fechar esse capítulo horrível na nossa família. Com fé em Deus, a justiça dos homens e de Deus vai ser feita”, enfatizou.
Relembre o caso
O crime, descoberto em 30 de junho, é tratado pelas autoridades como latrocínio (roubo seguido de morte). Conforme os laudos periciais iniciais, as vítimas tentaram se defender antes de morrer:
Maria Clotilde (75 anos): Encontrada no sofá da sala com sete ferimentos no rosto, queixo, pelve, garganta, tórax e pescoço.
Cláudio Atala (76 anos): Localizado sobre a cama com 17 lesões concentradas nas costas, pescoço e tórax.
Embora a perícia tenha contabilizado 24 perfurações nos corpos em um primeiro momento, a suspeita declarou em depoimento ter desferido pelo menos 40 golpes contra as vítimas. No apartamento, os policiais constataram que uma gaveta de semijoias foi arrombada e que os aparelhos celulares dos idosos foram roubados.
Prisão da suspeita
A diarista de 30 anos, que prestava serviços de faxina no local, foi identificada por imagens de câmeras de segurança do edifício. Os registros flagraram a mulher entrando no prédio com uma roupa e deixando o local vestindo peças de vestuário que pertenciam a Maria Clotilde.
A diarista foi presa preventivamente na madrugada do dia 2 de julho em um hotel na cidade de Itabira, no interior do estado, onde estava acompanhada do filho de seis anos. Ela confessou o crime. A Polícia Civil mantém as investigações em andamento para apurar se a mulher agiu sozinha ou se contou com a colaboração de outra pessoa no planejamento ou na execução do crime.
*Por Portal Hoje em Dia

