Um monitor de dança de uma escola municipal em Venda Nova, na capital mineira, foi preso em flagrante por abuso sexual contra um aluno de 13 anos. O homem de 55 enviava fotos íntimas para a criança via WhatsApp e mandava mensagens sugerindo um encontro com o menino. As informações foram dadas nesta segunda-feira (25) pela Polícia Militar (PM).
A prisão ocorreu no domingo (24), após a mãe da vítima denunciar o caso à PM. De acordo com o relato, após tomar consciência das mensagens, ela prosseguiu a conversa com o monitor simulando ser o filho e aceitou o encontro no local sugerido pelo suspeito – uma padaria próxima à residência da criança.
O monitor, pensando estar conversando com a criança, combinou que um Uber iria buscá-lo e informou por mensagens o modelo do carro (um Renault Logan). Quando chegou ao endereço do menino, o motorista do veículo foi abordado pela PM e forneceu o endereço final da corrida – uma residência na Rua Sucupira, bairro Maria Helena, em Ribeirão das Neves.
Aos policiais, o condutor do carro disse que não tinha relação com o suspeito. Entretanto, conforme o Boletim de Ocorrência, ele teria olhado para o interior do estabelecimento onde a criança estava, “piscando os olhos e parecendo estar dando sinal para alguém.”
Os policiais encontraram o suspeito no endereço fornecido pelo motorista. Ao perceber que seria abordado, o monitor tentou entrar dentro da casa, mas foi alcançado pelos militares.
Conforme a Polícia Civil (PC), ele pode responder por satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente, previsto no art. 218-A do Código Penal, além do crime previsto no art. 241-D do ECA – “aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, criança, com o fim de com ela praticar ato libidinoso”. Foi aberto um inquérito policial para apurar a existência de outras vítimas e obter mais detalhes sobre o caso.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte informou que presta assistência ao estudante e familiares. A administração municipal afirma ainda que o profissional, monitor da Escola Integrada, teve o contrato rescindido na manhã desta segunda-feira (25).
Troca de mensagens e fotos íntimas
De acordo com relato da mãe da vítima à PM, ela tomou conhecimento das mensagens ao ver uma foto enviada ao filho na qual o monitor aparecia vestido com uma fantasia de festa junina, o que gerou desconfiança da responsável.
Logo depois, o homem enviou uma mensagem para a criança dizendo “só falta a foto”. Em seguida, ele perguntou: “Você sabe qual foto? Só você tem acesso ao telefone? Tem senha no seu WhatsApp?”
A mãe respondeu que sim, e o monitor enviou várias fotos íntimas e mensagens de teor sexual. Ela informou que, ao perceber que conversas anteriores com o homem tinham sido apagadas, questionou o filho.
O menino não deu explicações sobre as mensagens deletadas, apenas disse que o contato salvo no aparelho seria de um professor da escola, que sempre dava um chocolate à vítima ao final das aulas e determinava que ele não contasse a ninguém.
*Por Portal Hoje em Dia

