Quinta-feira, Março 19, 2026
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Justiça aceita denúncia e tenente-coronel virá réu por feminicídio em SP

A Justiça de São Paulo aceitou, nesta quarta-feira (18), a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. Com isso, a partir de agora, o oficial passa a ser réu no processo que investiga a morte da esposa, a soldado Gisele Santana.

Segundo a denúncia, obtida pela CNN Brasil, o oficial é acusado de feminicídio, por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual por tentar simular um suicídio após o crime. O tenente-coronel foi preso pela Polícia Militar em sua casa, em São José dos Campos, no interior de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (18).

Ação da polícia

O alto comando das forças de segurança de São Paulo afirmou que a ação integrada das Polícias Militar, Civil e Técnico-Científica foi decisiva para esclarecer a morte da soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, e determinar a prisão preventiva do tenente-coronel. “Foram produzidas provas pelas Polícias Militar, Civil e Técnico-Científica, e eu posso garantir que esse foi o menor prazo possível para a decretação da prisão em um caso tão complexo como esse. Foi com essas provas que subsidiamos o Ministério Público para o oferecimento da denúncia”, disse o delegado-geral de Polícia, Artur Dian.

Na coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (18) após a prisão do oficial, as representantes das policias afirmaram que a atuação integrada das forças de segurança permitiu reunir, em 30 dias, elementos técnicos e investigativos que afastaram a hipótese inicial de suicídio, versão sustentada pelo oficial desde o início da investigação pelo Tenente-Coronel.

“As investigações constataram inconsistências significativas quanto à conduta do investigado após o disparo da arma até a formalização da ocorrência, o que comprometeu a versão apresentada inicialmente pelo tenente-coronel de que a vítima, uma soldado da Polícia Militar, teria tirado a própria vida”, explicou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

O alto escalão das forças de segurança afirmou que a investigação envolveu a análise de depoimentos, celulares, imagens, laudos periciais e informações compartilhadas entre a Polícia Civil, por meio do 8º Distrito Policial, no Brás, responsável pelo registro do caso, a Corregedoria da Polícia Militar, o Instituto de Criminalística e o Instituto Médico Legal, da Polícia Técnico-Científica.

*Por Rádio Itatiaia

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