Sexta-feira, Março 6, 2026
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Justiça decreta prisão preventiva de homem que produzia cachaça falsificada em BH

A Justiça decretou a prisão preventiva de Rinaldo Roberto da Cruz, 51 anos, preso em flagrante nessa terça-feira (7) durante operação da Polícia Civil que desmanchou uma fábrica clandestina de cachaça em Belo Horizonte. A produção funcionava na residência do suspeito, no bairro Pongelupe, na Região do Barreiro. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (8).

Durante o depoimento, Rinaldo admitiu usar uma substância escura chamada “caramelo” para simular o envelhecimento da cachaça, com o intuito de enganar o consumidor. Foram identificadas três marcas nos rótulos: Cachaça da Farra, Cachaça Rainha de Minas e Cachaça Capelinha.

A investigação também envolveu uma fábrica de embalagens em Sarzedo, na Grande BH, ligada ao filho e à nora de Rinaldo, que negaram participação na produção irregular.

Descoberta da operação

A ação teve início após denúncia anônima recebida pela 2ª Delegacia do Barreiro, que investigava a fabricação irregular de cachaça. Ao chegar ao endereço, a equipe policial foi recebida pelo proprietário, que se apresentou como comerciante de cachaça e permitiu a entrada dos agentes.

A vistoria revelou uma produção estruturada, com maquinário distribuído em vários pavimentos, incluindo:

  • Cinco tonéis no sótão do terceiro andar;
  • Três compartimentos com líquido na garagem;
  • Rótulos e embalagens plásticas;
  • Máquinas de envase, fechamento de tampas e esteira enfardadeira;
  • Impressora serigráfica para impressão de rótulos.

Em entrevista à Itatiaia, o delegado Túlio Leno, da 2ª Delegacia do Barreiro, detalhou a operação:

“Ele fazia de forma muito arcaica dentro da casa dele, de três andares. Armazenava no primeiro andar e bombeava a bebida para o terceiro, onde fazia o envase.”

Rinaldo deve responder por três crimes:

  • Crime contra as Relações de Consumo;
  • Adulteração de Produtos Destinados ao Consumo;
  • Violação de Marca.

O mandado de prisão preventiva prevê pena de até 12 anos. A Vigilância Sanitária e o Ministério da Agricultura (MAPA) foram acionados para os procedimentos cabíveis, e a perícia da Polícia Civil realizou exames técnicos.

*Por Rádio Itatiaia

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