Sexta-feira, Março 6, 2026
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Pai de santo suspeito de crime sexual ao untar mulheres nuas em rituais é preso em Itabira

Um líder religioso que se declara pai de santo e é suspeito de abusar sexualmente de mulheres durante rituais de religião de matriz africana foi preso preventivamente, nesta terça-feira (9), em Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Segundo a Polícia Civil, ele teria feito pelo menos 12 vítimas, com idades entre 24 e 42 anos.

O homem foi identificado como Cleberson Ribeiro, de 47 anos. Em nota, a defesa dele negou os crimes, afirmando que os rituais não tinham conotação sexual ou intuito de causar constrangimento e estavam em “consonância com fundamentos do candomblé e da quimbanda” (leia posicionamento abaixo).

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) da cidade. De acordo com a instituição, o homem dizia incorporar um espírito e alegava às vítimas que as práticas sexuais tinham o propósito de trazer benefícios espirituais e curas físicas.

Conforme o delegado João Martins Teixeira, foram relatados pactos com atos libidinosos e banhos em que o líder religioso untava as mulheres nuas com alimentos. “O suspeito prometia curar enfermidades de algumas vítimas por meio de atos sexuais praticados com elas”, destacou.

O homem era investigado havia cerca de um mês pelos crimes de violação sexual mediante fraude e importunação sexual. Investigadores acreditam que pode haver mais vítimas.

Prisão preventiva

A Justiça autorizou a prisão preventiva do homem após uma representação da Polícia Civil, que apura os crimes de violação sexual mediante fraude e importunação sexual. Durante o cumprimento do mandado judicial, dois celulares do investigado foram apreendidos.

“A Polícia Civil realizará novas diligências nos próximos dias, a fim de concluir o inquérito”, completou o delegado.

O que diz a defesa

Em nota, o advogado Túlio Moreira, responsável pela defesa de Cleberson Ribeiro, disse que o investigado “nega veementemente ter praticado qualquer ato de natureza sexual, libidinosa ou abusiva contra as supostas vítimas”.

“Ressalta-se que nenhuma relação íntima foi mantida com qualquer fiel sob coerção, ameaça espiritual ou qualquer forma de indução ou engano, conforme vem sendo sugerido”, afirmou.

A defesa também alegou que o médium é praticante de uma fé de matriz afro-brasileira, “cuja doutrina envolve rituais e elementos simbólicos próprios, incluindo banhos ritualísticos, uso de ervas, alimentos e outros elementos naturais, em consonância com fundamentos religiosos do candomblé e da quimbanda”.

*Com G1Minas

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