Sexta-feira, Março 6, 2026
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Mãe presa na Grande BH pode responder por tortura contra filha de 2 anos, diz delegado

A mulher de 22 anos, presa no bairro Lindéia, região do Barreiro, em Belo Horizonte, suspeita de agredir a filha de 2 anos, pode responder por violência doméstica e por tortura. A prisão ocorreu nessa segunda-feira (1º), e a informação foi confirmada nesta terça (2) pelo delegado Rodolfo Rabelo Alves, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

As agressões foram registradas por uma câmera instalada pelo pai, que já desconfiava das frequentes lesões na criança. De acordo com o delegado, a violência era direcionada apenas à menina, embora a mãe tenha gêmeos — um menino e uma menina.

“Ela sufoca a criança, dá um chute no rosto da menina e a joga contra a parede. Não é apenas uma repreensão, parece algo além do normal”, disse. “A criança sofreu de forma excessiva. Por isso, entendo que o caso também pode caracterizar crime de tortura”, acrescentou.

Histórico de violência

O delegado informou que, há cerca de um ano, a menina já havia sofrido uma fratura no fêmur. Na época, o pai levou a criança ao hospital, mas não desconfiou da autoria e os médicos também não levantaram suspeitas.

Com o tempo, ele percebeu que apenas a filha apresentava lesões, como hematomas e olhos roxos, enquanto o irmão não. Questionada, a mãe dizia que os machucados eram causados pelo menino, mas, segundo o delegado, as marcas eram incompatíveis com a força de uma criança pequena.

O pai chegou a procurar o Conselho Tutelar e pediu apoio psicológico para a mãe, mas não teve retorno. Foi então que decidiu instalar a câmera que registrou as agressões.

Versão da mãe

Conforme o delegado, na abordagem da Polícia Militar (PMMG), a mulher disse que estava nervosa devido a brigas conjugais e que se sentia sobrecarregada com os cuidados dos filhos, já que o marido não queria que ela trabalhasse. Na delegacia, porém, ela preferiu ficar em silêncio.

A menina passou por exame de corpo de delito, e a polícia aguarda o laudo. As duas crianças estão atualmente sob a guarda do pai. Ele pediu medida protetiva apenas para a filha, já que foi a única vítima.

*Por Rádio Itatiaia

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