Sexta-feira, Abril 4, 2025
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Mãe de bebê espancado até a morte por padrasto é condenada a 8 anos de prisão por homicídio

O 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte condenou Larissa Estefane Nascimento da Silva, mãe de um bebê de um ano morto pelo padrasto em 2021, foi condenada a oito anos de prisão, inicialmente em regime semiaberto. O julgamento aconteceu nesta segunda-feira (24) e a ré, que estava em liberdade, já saiu da audiência direto para a prisão.

A ré e o ex-companheiro dela, Dalmo Henrique, foram condenados pelo homicídio qualificado de Pietro Emanuel Viana da Silva, de um ano. O crime tinha como agravantes: meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e crime contra menor de 14 anos.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Larissa também foi acusada de homicídio porque sabia que o filho era constantemente agredido pelo padrasto. Em 23 de fevereiro de 2021, Dalmo espancou o menino até a morte na casa em que a família vivia, no bairro Fazendinha, na região Centro-Sul de BH.

No dia da morte de Pietro, a ré deixou o bebê sozinho com o padrasto. De acordo com a denúncia, “omitindo-se, portanto, no seu dever de agir para evitar o resultado, no mínimo, previsível”. Ou seja, a omissão da mãe fez com que o padrasto continuasse a agredir Pietro, levando-o até a morte.

Ré alegou que era ameaçada pelo ex

No julgamento, Larissa disse que era constantemente ameaçada pelo ex-companheiro e que tinha medo dele. Ela alegou que não estava em casa no dia da morte do filho e que havia sofrido um acidente. Por isso, estava no pronto-socorro quando o menor foi espancado pelo padrasto.

Larissa afirma que chegou tarde em casa e encontrou o bebê já dormindo no berço. Apenas na manhã do dia seguinte é que ela viu que Pietro estava com a boca roxa e hematomas, decidindo levar o menino para o hospital.

Pietro foi encaminhado a UPA Leste, onde os médicos constataram politraumatismo, com hemorragia cerebral e nos órgãos internos, além de diversas escoriações por todo o corpo e fratura no fêmur.

Mulher mentiu sobre machucados do filho

No momento em que Larissa chegou ao hospital com o bebê, ela contou para os médicos que o menino tinha caído do berço. No entanto, as graves lesões eram incompatíveis com a história contada por ela.

Durante o interrogatório desta segunda, a ré disse que não sabia o motivo dos machucados do filho, nem soube explicar porque não levou a criança ao hospital mais cedo.

Na unidade de saúde, os médicos também constataram fraturas antigas, comprovando que Pietro era frequente e violentamente agredido. Larissa e o ex-companheiro Dalmo foram denunciados por homicídio, com os agravantes de meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e crime contra menor de 14 anos.

*Por Rádio Itatiaia

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