Sexta-feira, Abril 4, 2025
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Garota de programa estuprada no bairro Sion, em BH, pede por justiça: ‘Mulher nenhuma merece ser abusada’

“Mulher nenhuma merece ser abusada e agredida dessa forma”. Esse é o desabafo da garota de programa, de 26 anos, que não será identificada, à Itatiaia, que denunciou ter sido dopada e estuprada por um homem, de 54 anos, em um apartamento no bairro Sion, na regional Centro-Sul de Belo Horizonte. Ela acredita que o crime foi premeditado e que outras mulheres podem ter sido vítimas. A Polícia Civil investiga.

No último domingo (16), o suspeito encontrou a vítima na avenida Afonso Pena e a levou para a sua casa para fazer um programa. ”Eu estava no meu ponto de trabalho quando ele passou, fez uma proposta, eu aceitei’’, lembrou. No local, o suspeito ofereceu vinho à vítima, que aceitou.

Após beber duas taças, foi até o banheiro e, quando retornou, deu mais um gole na bebida e teve ‘apagão total’, perdendo a consciência. “Voltei do banheiro, acendi um cigarro e bebi. Em cinco minutos, tive um apagão total. Não consigo lembrar o que foi conversado depois disso, onde é que eu estava, onde fui achada””.

A vítima acordou por volta das 11 horas da manhã seguinte, já no hospital, coberta de sangue e com diversas lesões pelo corpo. “Estou com o corpo cheio de hematoma, cabeça ferida também’’, descreveu a vítima, evidenciando a brutalidade da violência.

Embora não se lembre de como conseguiu escapar, relatos de vizinhos indicam que a mulher saiu correndo pelo hall do prédio, pedindo socorro, enquanto o agressor tentava arrastá-la de volta para o apartamento e forçá-la a entrar em um carro. “Depois, ouvi uma voz de uma mulher dizendo que ele não ia me machucar mais”, lembrou.

A trabalhadora acredita que o crime foi planejado e que outras mulheres podem ter sido vítimas. “Ele agiu tranquilamente, acho que ele já tem o hábito de fazer isso, essa covardia com mulheres”, afirmou a vítima.

Após o ocorrido, ela passou por diversos exames médicos e iniciou um tratamento preventivo com medicamentos. “Terei que tomar medicação por 28 dias”, acrescentou a mulher, que está determinada a buscar justiça. “Mesmo na minha profissão, por mais perigosa que seja, eu nunca passei nada parecido”, finalizou.

As autoridades seguem investigando o caso. O suspeito alegou um desacerto comercial para a polícia como defesa.

*Por Portal Hoje em Dia

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