A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerias (ALMG) promoveu, a pedido da deputada Beatriz Cerqueira (PT), uma audiência pública nesta sexta-feira (28) sobre o impacto econômico e social da construção de uma ferrovia entre Mateus Leme e São Joaquim de Bicas, na região metropolitana de Belo Horizonte.
O projeto prevê investimentos de R$ 1,5 bilhão na ferrovia de 26,47 km que irá garantir o acesso ferroviário ao Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, para escoamento de minério de ferro.
Além de moradores dos municípios de Itaúna, Igarapé, Mateus Leme e São Joaquim de Bicas, representantes das secretarias de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) também acompanharam a reunião.
Redução de acidentes
A expectativa é que o Ramal Ferroviário Serra Azul, encabeçado pelo Grupo Cedro, transporte 25 milhões de toneladas de minério de ferro para a exportação por ano, tirando, aproximadamente, cinco mil carretas por dia das estradas da região.
Com a diminuição de veículos pesados no trânsito, a Cedro ainda estima que haja uma redução significativa dos acidentes na BR-381, conhecida como “rodovia da morte”.
Geração de empregos
É esperado que a construção da ferrovia gere quatro mil postos de trabalho diretos e outros três mil indiretos.
O mapeamento fundiário ainda está em fase de levantamento das propriedades que serão afetadas pela construção da malha ferroviária. No início de março, a ANTT autorizou desapropriações.
Segundo a Cedro, o projeto irá respeitar as áreas de proteção ambiental e também as comunidades locais atingidas.
A previsão é que 188 famílias sejam desapropriadas com o início das obras previstas para 2028.
*Por Rádio Itatiaia