O diretor-geral da Polícia Federal (PF) Andrei Rodrigues declarou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que a corporação não monitorou o ministro André Mendonça, nem o advogado-geral da União Jorge Messias. Respondendo às liminares que questionavam sua permanência no cargo, Rodrigues defendeu que os relatórios de inteligência da PF são legais e desmentiu que fossem apócrifos.
“Não existiu, em absoluto, qualquer monitoramento ilícito de ministro deste E. STF e tampouco do Ilmo. Advogado-Geral da União. Os documentos que foram questionados pela decisão proferida na Pet 16662 não são decorrentes de ações de vigilância, coleta clandestina de dados ou qualquer medida invasiva”, afirmou o diretor da Polícia Federal. “Os relatórios meramente organizam e analisam fatos vivenciados pela equipe”, acrescentou.
Ele argumenta que, por se tratar de conteúdo institucional e pela necessidade de proteção do sigilo dos investigadores, não há autoria nos relatórios usados pelo ministro Alexandre de Moraes contra Mendonça. “O que se nota é que a qualificação dos relatórios como apócrifos é equivocada. Os relatórios em exame têm autoria institucional, a qual foi declarada no próprio documento e restou confirmada pelo registro em sistema”, justificou. Sobre o conteúdo, Andrei repetiu que eles são legítimos e lícitos.
O diretor-geral da polícia também sustentou que todos os seus atos “ocorreram em estrito cumprimento de seu dever legal e de ordens judiciais”. O prazo para Rodrigues se manifestar sobre a produção dos relatórios terminava nesta sexta-feira (11/9). O ministro Edson Fachin concedeu, em decisão de quarta-feira (9/9), 48 horas para que ele se manifestasse, se desejasse, no âmbito das liminares que tratavam de sua permanência na direção da Polícia Federal.
Na terça-feira (8/9), o ministro André Mendonça determinou o afastamento de Andrei e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. No dia seguinte, quarta-feira, o ministro Flávio Dino decidiu pela recondução de ambos a seus cargos. Horas depois, o presidente do STF, Edson Fachin, derrotou as liminares e permitiu a volta de Andrei e Almada à PF até análise do caso.
*Por O Tempo

