Sexta-feira, Março 6, 2026
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MPMG alinha direitos com comunidades impactadas pelo Sistema Pontal em Itabira

Nesta quinta-feira (5/03), representantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) visitam os territórios atingidos pelas obras de descaracterização e descomissionamento do Sistema Pontal, realizadas pela mineradora Vale. A atividade atende aos pedidos dos moradores dos bairros: Bela Vista, Nova Vista, Jardim das Oliveiras e Praia. A ideia é oportunizar a possibilidade de sanarem dúvidas e relatarem vivências.

A promotora Giuliana Talamoni Fonoff e o analista técnico do Centro de Apoio Operacional e Coordenadoria de Inclusão e Mobilização Sociais (CAO-Cimos), Jonas Vaz, vão percorrer diferentes territórios. Eles serão acompanhados pelos membros da Comissão de Atingidos do Sistema Pontal, que se movimentaram para o encontro acontecer, e pela equipe da Assessoria Técnica Independente da Fundação Israel Pinheiro (ATI/FIP).

“Essa visita é muito importante para estreitar os laços de confiança, bem como para que as pessoas atingidas possam apresentar suas questões, tirar dúvidas e entender melhor sobre o processo em curso. Também é importante, porque é uma possibilidade de o Ministério Público conhecer o território na sua forma viva e narrada pelas pessoas que o vivenciam”, destaca Lilian Santos, coordenadora geral da ATI/FIP.

A programação se estende até a noite, quando acontece uma reunião aberta ao público, no bairro Bela Vista, às 18h30 na sede da ATI/FIP (rua Joaquim Valadares, 640). Nesta oportunidade, os representantes do MPMG poderão ouvir relatos sobre os danos causados pelas obras de descaracterização do Sistema Pontal e tirar dúvidas sobre a Ação Civil Pública.

O MPMG promoveu a Ação Civil Pública visando a reparação integral das pessoas atingidas desses quatro bairros mais impactados pelas atividades da empresa. Essa não é a primeira vez que o MPMG visita as comunidades atingidas. Em dezembro de 2024, a promotora também teve a oportunidade de conversar com os moradores. Na época, ela comentou que esse tipo de encontro é essencial para ouvir a voz da população.

“A gente acompanha tudo o que eles estão passando por meio dos relatórios e notas técnicas da Assessoria Técnica Independente da Fundação Israel Pinheiro. Porém, quando ouvimos as pessoas expressarem seus sentimentos, conseguimos entender melhor toda a sua vivência. Apesar de esses encontros não acontecerem sempre, eu os entendo como muito importantes”, explicou Giuliana Fonoff, em 2024.

“A Ação Civil Pública foi pautada na proteção do meio ambiente e na garantia dos interesses difusos e coletivos estabelecidos pela Constituição da República Federativa do Brasil. O fortalecimento dos laços institucionais do MPMG junto às comunidades apresenta-se como um momento de acolhimento, com base na escuta ativa, para que as pessoas atingidas vislumbrem a efetividade da reparação integral”, conclui Lilian Santos.

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